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O Autor

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segunda-feira, 26 de dezembro de 2011
Josh folheava inúmeras páginas de álbuns de fotos que ele tinha em sua casa. Estava sentado em sua confortável poltrona com seus pés apoiados em uma mesinha da sala sobre alguns outros álbuns. Estava frente à lareira acessa e entre um gole e outro de cappuccino ele olhava para seu gato persa que insistia em se esfregar sob suas pernas estiradas. Pegou Snowball, como o persa era chamado, e colocou-o em seu colo:

— Apenas alguns minutos e quanto tempo fará que eu estou com você, Doze anos? O tempo está voando e está praticamente abarcando nós dois na lista dos “se-preparem-para-a-velhice-rapazes”, Snowball. – o gato ronronou aflito em resposta, até parecia ter entendido o que Josh lhe falara. Josh não pôde conter o riso. — Ok Snowball, quem sabe o tempo não nos deixa depender apenas da nossa força do pensamento e sejamos eternos jovens a brincar na neve em toda noite de natal, como fazemos há doze anos. – e após mais uma ronronada o gato deslizou até o álbum aberto que Josh havia colocado sobre a mesa.

Ele nem tinha percebido em que foto parara, mas o gato roçando o focinho sobre o pequeno livreto lhe chamou a atenção. E sob os pelos do gato estava um retrato: dois jovens e um gato, um loiro, um moreno e uma pequena bola de pelos brancos em seu colo. – É, eu também sinto a falta dele. Alguns meses sem Keegan aqui parece uma eternidade, não é? É uma pena esse natal ter de ser nosso primeiro natal separados, maldita viagem de negócios. Ele prometeu que se esforçaria para vir para o réveillon, vamos confiar. – E Snowball voltou ao colo de Josh, onde se aprumou em duas voltas, se aconchegou e ali ficou. Em tantos carinhos feitos por Josh no gato, ambos adormeceram frente à lareira.

Josh acordou com o seu celular tocando, era uma mensagem: “Realmente está frio aqui fora, eu agradeceria se abrisse a porta”. Ele não podia acreditar no que estava lendo, era mesmo uma mensagem de Keegan! A felicidade era tamanha que ele não conseguiu chegar à porta sem que esbarrasse na pequena mesa e derrubasse um restante de cappuccino e em seguida topasse o pé no sofá que ficava ante a porta.

— Eu não consigo acreditar. — Abriu a porta, puxou o loiro para dentro e lhe envolveu em um grande e apertado abraço – Você disse que viria para o réveillon que nem criei alguma expectativa para o natal, Keegan! – Disse e fechou a porta. Limpou a neve que cobria os cabelos de seu namorado e alternava com carinhos em seu rosto.

— E eu conseguiria ficar um natal sequer longe do meu gato? — e deu algumas mordiscadas no pescoço de Josh entre os beijos na boca.

— Sabia que era pelo Snowball!

— Bem lembrado, o grande Snowball pode ouvir. Eu não conseguiria ficar um natal sequer longe dos meus dois gatos! – puxou Josh para si novamente após a pequena recuada do moreno e continuou com as mordiscadas no pescoço do menor que ria satisfeito.

Ambos que ainda estavam ante a porta se dirigiram para o grande sofá que no momento estava atrás da poltrona frente à lareira e se jogaram. Não demorou e Snowball se deu conta da presença de Keegan e em dois saltos estava da poltrona para o colo do maior, onde recebeu carinhos dos dois homens.

— Eu senti saudades de você.

— Tamanha era a minha saudade que eu não consegui esperar até o réveillon para lhe trazer um presente que guardei para você da Austrália. — E do bolso interno de seu sobretudo, Keegan retirou um pequeno embrulho.

— Feliz Natal, meu amor.

— Oooh Kee, mas não...

— Diga que não precisava e eu lhe cubro de neve nesse exato momento!

— Não seria uma boa idéia e... Keegan, você trouxe uma bola para nossa árvore de natal? Que lindo! Apesar de que essa bola vermelha se parece muito com uma que estava na árvore lá fora e que por um acaso também está arranhada pelo Snowball...

— Bobinho, a bola é da árvore de natal que está lá fora! – e após uma imensa gargalhada, Keegan pede para que Josh abra a bola, que entre risos foi aberta pelo menor.

Um silêncio se fez presente na sala e a única coisa que era possível ouvir era o som de Snowball lambendo a caneca de cappuccino que havia sido derramado no chão por um desastrado Josh, que no momento estava de cabeça baixa com uma bola vermelha de árvore de natal aberta em seu colo.

Josh olhou diretamente nos olhos de Keegan e com algumas lágrimas que não se reprimiram em escorrer começou a falar:

— Isso significa o que eu estou pensando que significa? – e um soluço escapou.

— Depende. Se você acha que isso significa um pedido de casamento... É, você não estaria errado. – e vendo Josh sorrindo boquiaberto continuou após se locomover do sofá para o chão, de joelhos – Josh Portwood, você aceita se casar comigo?

Josh olhava para a aliança de ouro branco que estava dentro de uma caixinha preta dentro da bola vermelha e não continha o sorriso estampado no rosto. Levantou-se levantando Keegan junto de si e com a mão vazia segurou a mão do mesmo. Este também já não continha algumas lágrimas.

— Se isso significa estar com você todos os dias da minha vida até que a morte nos separe, é tudo o que eu mais quero nessa vida, Keegan. – E um forte beijo se iniciou entre os dois, começado por Josh e correspondido pelo seu, agora, noivo. – Feliz Natal para nós, meu amor.

2 comentários:

.Freak. disse...

cadê o hard & wild hahahahahaha .... seria interessante mais contos espalhados ... adoro esses spin off do nada hahaha

Johnny Júnio disse...

Cara, muito legal!!!
Sem falar do template (que tbm uso...)
hahaha
muito bom seus textos, caso goste de ler também, busque por Sempre Lesstack no google...